Jiu-Jitsu Brasileiro
     Brazilian jiu-jitsu ou jiu-jitsu desportivo é um estilo de jiu-jitsu desenvolvido no Brasil  pela família Gracie  e que se tornou a forma desse esporte  mais praticada no mundo. Mitsuyo Maeda, conhecido como Conde Koma , foi um grande mestre de judô. Depois de percorrer vários países com seu grupo, chegou ao Brasil em  e fixou residência em Belém do Pará , existindo até hoje nessa cidade a Academia Conde Coma. Um ano depois, conheceu Gastão Gracie.
     Em 1925, voltando ao Rio de Janeiro e abrindo a primeira Academia Gracie de jiu-jitsu, convidou seus irmãos Osvaldo e Gastão para assessorá-lo e assumiu a criação dos menores George, com quatorze anos, e Hélio Gracie , com doze. A partir daí, Carlos transmitiu seus conhecimentos aos irmãos, adequando e aperfeiçoando a técnica à condição física franzina, característica de sua família. Também transmitiu-lhes sua filosofia de vida e conceitos de alimentação natural, sendo um pioneiro na criação de uma dieta  especial para atletas, a Dieta Gracie, transformando o jiu-jitsu em sinônimo de saúde.
     Detentor de uma eficiente técnica de defesa pessoal, Carlos Gracie  vislumbrou no jiu-jitsu um meio para se tornar um homem mais tolerante, respeitoso e autoconfiante. Com o objetivo de provar a superioridade do jiu-jitsu e formar uma tradição familiar, Carlos Gracie desafiou grandes lutadores da época e passou a gerenciar a carreira dos irmãos. Lutando contra adversários vinte, trinta quilos mais pesados, os Gracie logo conseguiram fama e notoriedade nacional. Atraídos pelo novo mercado que se abriu em torno do jiu-jitsu, muitos japoneses vieram para o Rio de Janeiro, porém nenhum deles formou uma escola tão sólida quanto a da Academia Gracie, pois o jiu-jitsu praticado por eles privilegiava somente as quedas, já o dos Gracie enfatizava a especialização: após a queda, levava-se a luta ao chão e se usavam os golpes finalizadores, o que resultou numa espécie de luta livre  de quimono. Ao modificar as regras internacionais do jiu-jitsu japonês nas lutas que ele e os irmãos realizavam, Carlos Gracie iniciou o primeiro caso de mudança de nacionalidade de uma luta, ou esporte, na história esportiva mundial. Anos depois, a arte marcial japonesa passou a ser denominada de Gracie jiu-jitsu ou Brazilian jiu-jitsu, sendo exportada para o mundo todo, até mesmo para o Japão.
     Hélio Gracie passa a ser o grande nome e difusor do jiu-jitsu, formando inúmeros discípulos, dentre eles Flávio Behring, patriarca de outra grande dinastia familiar do Brazilian jiu-jitsu. George Gracie foi um desbravador, viajou por todo o Brasil, no entanto estimulou o jiu-jitsu principalmente em São Paulo , tendo como alunos nomes como Octávio de Almeida , Nahum Rabay , Candoca , Osvaldo Carnivalle , Romeu Bertho , dentre outros.

Mensagem do Mestre Helio Gracie:
"O Jiu-Jitsu que criei foi para dar chance aos mais fracos enfrentarem os mais pesados e fortes. E fez tanto sucesso, que resolveram fazer um Jiu-Jitsu de competição. Gostaria de deixar claro que sou a favor da prática esportiva e da preparação técnica de qualquer atleta, seja qual for sua especialidade. Além de boa alimentação, controle sexual e da abstenção de hábitos prejudiciais à saúde.
     Rickson Gracie nasceu no Rio de Janeiro em 20 de novembro  de 1958 ,artista marcial  e ex-lutador  de vale-tudo brasileiro, possui o 7º dan de faixa preta em jiu-jitsu. Ele é um dos dos mais conhecidos integrantes da família de lutadores Gracie, filho de Hélio Gracie .
Na década de 1980, Rickson Gracie venceu, por duas vezes, o lutador Rei Zulu, que tinha uma grande fama na época. Esta vitória sobre o Rei Zulu fez Rickson ganhar prestígio no mundo todo.
Apesar da fama internacional, e de possuir nos bastidores inúmeros combates reais travados pela honra ou simplesmente para testar seus limites enquanto lutador, em MMA, Rickson Gracie tem apenas onze lutas registradas oficialmente, todas vencidas por finalização ou nocaute.
     Royce Gracie Nasceu no Rio de Janeiro em 12 de dezembro  de 1966 ), profissional de artes marciais  brasileiro  e praticante de jiu-jitsu . É filho do grão-mestre Hélio Gracie  e irmão de outros nomes também conhecidos no mundo do Jiu-Jitsu  brasileiro e MMA (Mixed Martials Arts) mundial como Royler Gracie , Rickson Gracie , Rorion Gracie , Relson Gracie  e outros.
     Royce Gracie é faixa-preta de jiu-jitsu 3º dan, teve uma carreira vitoriosa dentro do vale-tudo  mundial, sendo três vezes campeão do UFC e obtendo vitórias também no Pride e K-1 MMA (eventos japoneses).
      Em entrevista exclusiva a Denis Martin da Sherdog, Rickson confirmou seu provável retorno aos ringues em 2008  (mais provavelmente na modalidade K-1), quando completará cinqüenta anos de idade: "Se o preço for justo, voltarei a competir".
Apesar da idade, Rickson Gracie ainda diz estar preparado para novas lutas. Sua aposentadoria dos tatames ainda está longe, segundo o próprio Rickson.
Além de seu trabalho em competições e demonstrações, Rickson Gracie também é instrutor de jiu-jitsu. Ele já chegou a morar nos Estados Unidos, instruindo atletas, policiais e atores de cinema. Nesta época seu filho mais velho, Rockson, estava envolvido com entorpecentes.
Em 2000 , ocorreu uma tragédia na vida de Rickson. Seu Rockson foi encontrado morto em Nova Iorque, por motivos desconhecidos, mas provavelmente por overdose. Rickson parou de lutar profissionalmente desde a tragédia. Hoje em dia ele continua a dar aulas, além de fazer aparições públicas, na mídia e em eventos.
Rickson Gracie é considerado por muitos o melhor lutador de jiu-jitsu de todos os tempos. Aclamado no Japão, depois de sua passagem pelos ringues deste país.
Hélio Gracie
Começo do Gracie Jiu-Jitsu

    
A família Gracie difundiu o Gracie Jiu-Jitsu pelo mundo e provou que essa arte marcial, desenvolvida através do jiu-jitsu tradicional japonês ensinado por Mitsuyo Maeda, é a arte marcial mais eficaz em combates tipo luta-livre (superando os até então famosos kung fu e karate, que são temas de diversos filmes de ação até hoje). Isso foi feito através de combates reais corpo a corpo, denominados vale-tudo pelo simples fato de valer usar qualquer arte marcial ou qualquer tipo de luta ocidental corpo a corpo. É um combate com poucas regras, no qual os membros da família mostraram que a técnica do Gracie Jiu-Jitsu é superior às outras artes. Essas lutas aconteceram em academias, geralmente as academias dos Gracie, que desafiaram os atletas de outras modalidades e disseram que pagariam a quem os vencesse, chegando até a publicar anúncios em jornal. Eram chamados de desafios Gracie.

     Mais tarde, com a maior fama que o Jiu-Jitsu Gracie foi tomando pelo Brasil, alguns integrantes resolveram migrar para os Estados Unidos e lá ensinar o estilo, mas foi difícil conseguir alunos, para isso eles deveriam provar que o GJJ era eficaz. Assim foram reeditados, só que no Exterior, os desafios Gracie em academias a portas fechadas. Dessa forma começou Royce: rapaz franzino, com 1,85m e pesando 80 kg, com sua técnica vencia oponentes de diversas artes; dentre eles o mais famoso foi o adepto do kung fu Jason De Lucio, que não engoliu a derrota, criando assim uma rivalidade entre os dois. Royce vivia nos Estados Unidos, junto com Rorion, que é seu irmão mais velho e treinava em sua academia. Isso foi no final da década de 1980.
Royce no UFC

     Nesse UFC 1, havia oito participantes de diversas modalidades de luta, por isso Royce fez três lutas na mesma noite. Visando a abrir esse leque, no UFC 2 - No Way Out eram dezesseis os participantes e Royce mais uma vez foi campeão, só que dessa vez com quatro vitórias por finalizações. No UFC 3, logo na primeira fase, Royce enfrentou um folclórico oponente chamado Kimo Leopoldo . Bem mais pesado e com um pouco de conhecimento de solo, Kimo dificultou a luta para Royce, foi uma verdadeira guerra com direito a golpe nos genitais e puxão de cabelo. Após sofrer um castigo imposto por Kimo e seus socos, Royce conseguiu a finalização com um arm-lock invertido. O corpo de Royce não resistiu a essa luta e, muito castigado e cansado, ele não pôde continuar no torneio; chegou a entrar no octágono, mas não lutou.
Royce ainda enfrentou Ken Shamrock no UFC 5, em uma luta que durou meia hora. O resultado foi o empate algo suado, porém frustrante para Royce e os Gracie. Já o oponente Shamrock, que havia sido derrotado por Royce no UFC anterior, comemorou muito o resultado e escreveu também seu nome na história. Após esse evento, Rorion e Royce abandonaram o UFC com alegação de não concordarem com as novas regras, que previam limite de tempo de quinze minutos e trinta nas finais, com decisão dos juízes. Essa regras fugiam aos ideais Gracie, que, com a sensação de missão cumprida, abandonaram o UFC.



     Depois de três títulos e reinar absoluto entre 1993 , ele saiu do UFC invicto e deu uma pausa no MMA até voltar no GP absoluto do Pride em 2000 . Mesmo parado há muito tempo, com o esporte até tendo mudado de nome, agora chamado MMA (Mixed Martials Arts) e não mais vale-tudo, ele conseguiu uma vitória sobre o lutador japonês  Nobuhiko Takada  (lutador de solo vindo do pro-wrestling japonês), na primeira fase e avançou às quartas-de-finais, que seriam disputadas em outro evento. O melhor lutador do Pride na época era Kazushi Sakuraba (adepto do submission Wrestling), aluno de Takada, e o Pride o colocou contra Royce nas quartas. Nessa noite, o campeão deveria fazer três lutas como nos moldes antigos do UFC. Nesse evento, as lutas eram de um round de quinze minutos, mas essa luta entre Sakuraba e Royce seria sem limite de tempo e só terminaria por nocaute, finalização ou desistência de um dos oponentes. Resultado: uma luta eletrizante, na qual um novo Royce, mais agressivo, mas ainda com antiga raça e coragem dominou os três primeiros rounds (de dez minutos cada) contra um manhoso e catimbeiro Sakuraba, que usou e abusou da estratégia de cansar e desgastar psicologicamente o mais velho e cinco anos inativo Royce.
     Aconteceu tudo nessa luta, Sakuraba acertou os genitais de Royce propositalmente, fez tentativas de despir Royce de seu kimono, prolongou a luta por 1h30min e castigou a perna de Royce com potentes low kicks nos últimos dois rounds. No intervalo de um round para o outro, Rorion (corner de Royce) foi obrigado a jogar a toalha e interromper o combate. Sakuraba saiu vitorioso e ainda voltou para mais quinze minutos de combate contra o mais pesado Igor Vovchanchyn, nas semi-finais, para também desistir e perder.
     Essa luta entre Royce e Sakuraba é a luta mais longa do Vale-Tudo moderno. Royce ainda voltaria ao Pride em 2003  para vencer o judoca  campeão olímpico Hidehiko Yoshida , que, em um desafio no Pride Dynamite em 2002 , tapou o rosto de Royce, avisando o juiz que ele tinha desmaiado. Na revanche, agora no MMA, Royce lutou pela primeira vez sem a parte de cima do kimono e não deu chances a Yoshida. Após essa vitória, Royce ainda lutou nos dois shows de fim de ano do K-1, obtendo uma vitória contra o lutador de Sumô  Akebono , de 200 kg, e um empate contra o mais leve Hideo Tokoro . Em 2006 , Royce conheceu sua segunda derrota na carreira, perdeu para o campeão da categoria até 77kg do UFC, Matt Hughes, em luta realizada em março, no UFC 60.
Rorion Gracie e a Fundação do UFC
     Após um tempo ensinando jiu-jitsu nos EUA e provando sua eficácia em combates reais, Rorion Gracie conseguiu algum status por lá e assim conseguiu contatos e ser respeitado, angariando alunos famosos e ensinando técnicas de defesa e ataque para a S.W.A.T. Rorion então pensou que o mundo deveria saber que o Gracie Jiu-Jitsu era a melhor arte marcial e resolveu procurar uma empresa de entretenimento para ajudá-lo a criar um evento nos moldes de um desafio Gracie, mas com maior organização, no qual fossem cobrados ingressos e que fosse transmitido pela televisão  paga estadunidense.
     Após se juntar à empresa SEG, Rorion pôde criar o UFC (Ultimate Fighting Championship ) e em 1993  realizar o UFC 1 - The Begining (o palco das lutas era uma jaula de grades em forma de octagóno).
     Aconteceu o esperado pelos Gracie: Royce, mesmo mais leve que todos os participantes, chegando a ter disparidades de 30 kg, venceu todos eles por finalização; sagrou-se campeão do primeiro evento oficial do vale-tudo moderno, marcando uma época e chocando o mundo com a técnica do Gracie Jiu-Jitsu.
Nomes da esquerda para direita: Rolker, Royce, Rorion, Helio, Relson, Rickson, Royler.
     O lutador escolhido por Rorion para representar a superioridade do GJJ não poderia ser outro: Royce Gracie, faixa-preta alto e magro, o homem ideal para provar que a técnica podia superar a força. A família se reuniu novamente para treinar e dar apoio a Royce. No evento, todos entraram com o tradicional trenzinho, um atrás do outro, mostrando que todos estavam unidos pelo mesmo ideal e mesmo que apenas um entrasse no ringue os outros estariam ali para ajudar e apoiar.
Rickson possuía uma técnica especial, que consistia na derrubada do oponente e no ataque em solo. Rickson criou algumas técnicas novas, com o objetivo de finalizar o adversário em suas lutas.
     O problema consiste na criação de um Jiu-Jitsu competitivo com regras, tempo inadequado e que privilegia os mais treinados, fortes e pesados. O objetivo do Jiu-Jitsu é, principalmente, beneficiar os mais fracos, que não tendo dotes físicos são inferiorizados. O meu Jiu-Jitsu é uma arte de autodefesa que não aceita certos regulamentos e tempo determinado. Essas são as razões pelas quais não posso, com minha presença, apoiar espetáculos, cujo efeito retrata um anti Jiu-Jitsu."
     Gastão era pai de oito filhos, sendo cinco homens, tornou-se entusiasta do Judô e levou seu filho Carlos Gracie  para aprender a luta japonesa. Pequeno e frágil por natureza, Carlos encontrou no jiu-jitsu  o meio de realização pessoal que lhe faltava. Com dezenove anos de idade, transferiu-se  para o Rio de Janeiro  com a família, sendo professor dessa arte marcial  e lutador. Viajou por outros estados  brasileiros, ministrando aulas e vencendo adversários mais fortes fisicamente.
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